24 outubro 2003

O Bom e Velho Boquete

Ao longo desses 32 anos vivendo intensamente tudo que pode ser vivido, eu percebo que todo o mundo é mesmo baseado no bom boquete. Que não há outro jeito de se viver bem se não existir pelo menos o boquete de fim de noite ou no meio do expediente feito por aquela estagiária de 21 aninhos que está no terceiro período de jornalismo de alguma faculdade particular e quer subir na vida de qualquer maneira, pois sabe que seu intelecto não lhe vai garantir muita coisa. Eu já cheguei a explicar uma vez aqui que a sua invenção se deu há muito tempo mesmo, e que desde a sua criação, o fator boquete tem sido um elo entre o crescimento humano - não do humano alter ego do homem - e o grande fardo de um amor ainda mais intimista. Mesmo que a nossa estagiária de língua quente mostre algo contra isso que eu estou escrevendo, o boquete tem realmente sido algo que deva ser levado em consideração para tudo.

Para que um bom relacionamento perdure muito, mulheres, aqui vai uma dica, o relacionamento duradouro está baseado em quantas vezes vocês sentem vontade de pagar aquelazinha logo após o almoço ou no meio do futebol do XV de Piracicaba contra o Atleticano no canal da tevê à cabo. Pois o homem adora isso com o único fundamento de existência do pinto. Muitos deles só vêem o pinto como complemento oral às mulheres. Eu sei que nesse momento, muitas estarão perguntando então, o que fazer com o bibeiço de vocês. Simples. Já dizia um filósofo amigo meu jogador de damas da pracinha Manuel Madruga quase na Esquina da Capanema com a Caribe, lá no Tauá, na Ilha do Governador; “Enquanto eu tiver língua e dedo, mulher nenhuma me mete medo”. Mas não se acostumem com isso! Vocês acham que nós colocaremos o mesmo dedo que usamos para o controle remoto em vocês? Sem chance. É muito ácido para as ligas supersensíveis dos controles de última geração lançados. Mas mesmo assim, nós homens sabemos bem do que vocês precisam. Esse negócio de pinto grande é mito que para muitas, já morreu há muito tempo. Muitas amigas minhas me disseram - ao longo desse tempo em que eu pergunto mesmo, na cara de pau - que um pequeno, mas que saiba dar conta do recado, já está de bom tamanho - com trocadilhos, é claro.

Imaginem como seria bom se, em uma entrevista de emprego, você fosse contemplado, além do emprego, com um boquetezinho para relaxar de todo o estresse que a entrevista e a dinâmica - que vamos ser sinceros, não serve para porra nenhuma - lhe causou naquela manhã chata e alucinante? Já está comprovado que o boquete, quando muitíssimo bem feito (ou seja, evitando dentadas de surpresa ou chupadas na bola que fazem o cara ver o próprio cerebelo de tanta dor que sentiu), alivia e muito todo o nervosismo de um coração palpitante. Que, logo após a sua feitura, por menos que pareça, o verdadeiro boquete diminui a pressão arterial, aumentando ainda mais a saúde do indivíduo, e produzindo mais. Aí está uma solução para a super-produtividade de uma boa empresa: um boquetódromo. Mulheres que ficassem se revezando, tirando o estresse dos grandes executivos em apenas cinco minutos. É muito mais barato que pagar - sem trocadilhos - consultas psiquiátricas que custam o dobro de um boquete feita por uma profissional. E como toda boa profissional - use trocadilhos se quiser - adora fazer aquilo por que trabalha. Então pensemos: se atualmente os planos de saúde estão custando os olhos da cara, e estes são pagos muito mais em função de todo o nervosismo que os nossos bons profissionais estão inseridos, não seria muito mais lógico e barato manter algumas moças, com emprego fixo e carteira assinada, dentro de uma salinha anti-estresse do que pagar um plano de saúde caríssimo que só será usado por causa dos problemas causados dentro do ambiente de trabalho? Pois então. Problema resolvido. Você e sua empresa terão um puta ambiente de trabalho - trocadilhos? - o seu bom funcionário não pedirá demissão e sairá falando mal de sua empresa por aí e seus gastos com plano de saúde serão reduzidos drasticamente. E ainda mais, aquela estagiária de 21 anos que você contratou por causa de um favor a um grande amigo seu, não precisará sair da empresa por incompetência; ela pode ser promovida para auxiliar-administrativa de alívio e gestão corporativa do bem-estar no trabalho, indo para a seção de RH e anos depois, quem sabe, sua empresa ser pioneira em MBA neste tipo de gestão: Master Boquete Administration. Lucro Certo e Gasto Zero.

by (P.I.R.U.)

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