02 janeiro 2005

Camapanha nova: errando pelo deserto





do deserto pro mar, do mar para as montanhas




a região norte



O sol nascia e a caravana produzia o seu quinhão de ruídos matutinos que ajudava o despertar coletivo dos homens e das bestas que carregavam as cargas. Avisava também ao eventual e desavisado predador que a hora de caça terminara e começara a hora de procurar os restos de alimentos que estariam misturados aos tecidos rotos e às cerâmicas partidas e imprestáveis que compunham o lixo de cada caravana a fazer o caminho do Deserto Negro às cidades do litoral norte de Ayllha.

Do deserto pro mar: pelos rios secos Azul e Eterno, estradas naturais há centenas de anos, os mercadores iam desde as pequenas cidades do Mar Interno até o litoral carregando cerâmicas, minérios de ferro e zircônio, tecidos, peles de animais e, normalmente depois de um eventual ataque a algum vilarejo desprotegido, escravos artesãos.

Do mar para as montanhas do leste, a Serra Sagrada: pelos caminhos ancestrais, pavimentados e defendidos por gerações de Hidares, o povo da montanha. Para lá a carga mudava: peixes salgados, frutas e carnes secas, madeira dos bosques costeiros, carvão, pérolas, corais, gordura de leviatãs, ferro e zircônio (que não tivesse sido vendido na costa) e ouro. Muito ouro.


A região que passou a ser chamada de Deserto Negro é dividida em quatro sub-áreas sendo que três delas habitadas permanentemente por diversas colônias e etnias humanii. Desde a instalação da CCC (Companhia de Comércio Cósmico) no litoral norte, estabeleceu-se uma rota de migração continuada das pequenas cidades do mar interno para as cidades do litoral e, em seguida, para as colônias mineiradoras nas montanhas a leste.

Nesse caminho, muitas vezes facilitado pelos rios secos ou por estradas pré-recolonização, aa etnia Nydar assumiu uma neo-nomacidade, fazendo a integração comercial entre as colônias produtivas. Eventualmente, fazem ataques armados a pequenas comunidades que, por algum motivo, não apresentem uma força militar efetiva, escravizando as mulheres, crianças ou artesãos.

Nas cidades do mar interior, povodas em sua maioria por Eudares, produz-se grãos de diversas variedades locais, um tipo de gado, provavelmente descendente do vacuum original terrano e frutas resistentes ao clima seco no inverno, há, também, uma pequena indústria de cerâmicas e uma pequena atividade de ferro e zircônio, à superfície. A CCC tem duas instalações de mineração industrial ao sul do mar interno, suprindo as nossas necessidades e gerando um pequeno excedente que é também comercializado por essa etnia.

No litoral, a cidade de Akayr foi isolada culturalmente para hospedar o Cosmoporto Akay-Nadir mas um leve tráfico de bens culturais tem sido bem sucedido na região, nos fazendo cogitar se o povo de Ayllha não estaria pronto para um pacote cultural a ser implementado, a despeito do fracasso Mayar.

Lá, os nydares comerciam com as cidades, cuja população é composta igualmente por nydares e eudares, escravos, minérios, peles e alguns tecidos orgânicos, trocando-os por alimentos (que serão consumidos pelas caravanas), montarias, madeira, carvão vegetal, materiais de adorno e ouro.

A origem desse ouro é incerta mas, respeitando os protocolos de inferência cultural da CCC, nossas investigações têm sido bastante limitadas. De qualquer maneira, o ouro não tem importância estratégica para a CCC, ficando apenas a curiosidade de como é realizada a extração do mesmo.





Os povos (caracteres)



A sociedade no Deserto Negro se organiza de forma quase tribal, existem três grandes etnias que se subdividem em casas e clãs.

As etnias são: Eudar, Hydar e Nydar. Todas as três etinias são sub-espécies do homo sapiens presente em Ayllha desde a sua erma colonização. As sub-espécies são bastante aparentadas entre si e produzem descendentes férteis.

Os Eudares são a maioria nos três territórios ocupados, estando em praticamente todas as cidades. Têm entre 1m35cm e 1m95cm e pesam de 35kg a 300kg. São a reserva genética mais próxima do homo sapiens cosmorium que originalmente colonizou o planeta.

Os Hydares têm claramente traços de antigas manipulações genéticas, apresentando baixa variação no seus fenótipos. Medem entre 1m70cm e 2m65 e pesam entre 200kg e 400kg. Habitam as partes altas e são extremamente agressivos.

Os Nydares têm menores traços de manipulação genética, mas apresentam uma cultura que sofreu uma forte e perene engenharia social. São negociadores quase que patológicos e algo da psiquê coletiva os força a migrar constantemente. Ocupam (ainda que temporariamente no seu curso de vida) algumas das cidades do norte mas a maioria do seu contingente populacional está em caravanas nômades que comercializam com todas as comunidades assentadas.

Os personagens têm de escolher entre duas das etnias possíveis (Eudar e Nydar, sem alteração de atributos ou vantagens especiais) para definir a língua nativa e os antecedentes culturais. Os Hydares têm um custo de raça particularmente alto para as campanhas-padrão.

As casas são: Gholla, Dhommini, Manthi, Praetori e Nhulli. Cada uma delas controla uma função social nas grandes cidades, mas não é incomum uma casa assumir as funções tradicionais de outra numa cidade menor ou mesmo não se fazer representar nos assentamentos muito pequenos. As caravanas nômades também se filiam a alguma das casas, tendo preferência comercial com estas.

A casa Gholla é tradicionalmente marcial, tendo associada a ela todas as atividades relevantes a defesa, polícia e guerra. Os armeiros e engenheiros comumente são membros dessa casa. O maior contigente militar do litoral norte é totalmente ligado à casa Gholla.

Dhommini é a casa dos administradores e dos nobres que coordenam as atividades das cidades, em pequeno número nas cidades do Litoral Norte, são mais presentes nas cidades no entorno do Mar Interno. Não se conhecem Dhomni hydares.

Manthi são os dentetores do conhecimento antigo. São todos literatos e estudam as línguas existentes. São em pequeno número, mais por conta do extre

Praetori (tbd).

Nhulli (tbd).

Os clãs são inúmeros e normalmente têm apenas importância local, não extrapolando as bordas de uma cidade ou uma caravana. Por default, os jogadores são homens livres, não se filiando a nenhum clã ou casa já existentes.

O custo para ter uma casa ou clã como patrono é o usual por patrono ou aliado, de acordo com o tipo de relação a ser construída.

A construção de personagens é feita com 200 pontos e 100 de desvantagens (ou 95 + 5 quirks).

O custo para compra de equipamentos é o seguinte: custo listado x (TL+1). Presume-se que os homens livres tenham poucos bens, seja por poucas oportunidades de ganhar dinheiro fora das casas ou por terem comprado sua liberdade, no caso dos ex-escravos.

Em princípio, não existe restrição às habilidades dos jogadores, mas deve-se ter em mente que os homens livres não primam por habilidades artesãs (ou seriam contratados/escravizados pelas casas) ou combate com armas de tecnologia acima de TL 5 (pela raridade das mesmas).

Para se ter um “teto” próprio (casa, loja, ou misto dos dois) é necessário comprar a vantagem Unnusual Background (10 pontos para uma casa de dois cômodos, 15 para uma de três). Os níveis de riqueza “liberam” a moradia (wealthy – casa de um cômodo, very wealth – casa com três cômodos, filthy rich – casa com cinco cômodos).

Portar uma arma numa cidade é, normalmente, uma atitude de agressão gratuita. Assim como ostentar armaduras, escudos e afins. O máximo tolerado é uma adaga para comer ou armaduras de couro ou de roupas para resistir ao deserto.

Afora isso, o simples porte de arma por um personagem, caso ele não pertença a um clã forte ou uma casas, é passível de punição pelo tribuno local, podendo ir da escravidão até à execução sumária.

Nos campos abertos, fora dos domínios das cidades, o porte de armas e armaduras é encorajado. Mesmo quando caravanas se encontram em oásis, a exibição pública de poder é estimulada para afugentar eventuais bandidos externos ou desencorajar o rapto e roubos entre as próprias caravanas.

3 comentários:

Zander Catta Preta disse...

respostas, chrispim:
. "qual eh o TL padrao dos PCs?"
TL 5, sendo que armas de fogo são EXTREMAMENTE RARAS. isso não quer dizer que não haja tecnologia mais avançada em determinadas áreas. na cidade de Akay-Nadir, o TL default é 10, apenas que o nível tecnológico médio é 5 pra quase tudo (medicina, agricultura, dinheiro, metalurgia, etc).

. "a grana eh pelo TL?"
SIM

. "todos os equipamentos tem aquele modificador ou so armas e armaduras ?"
que modificador?

. "o modificador se aplica para equipamentos do TL dos Pcs tambem?"
que modificador?

Zander Catta Preta disse...

Chrispim, a rapieira sempre foi mais cara que a shotgun, ok? mas vou aproveitar o teu comentário para colocar aqui o cálculo de compras.

Rapier TL4 $500 = 5 x 500 = $2.500

Shotgun TL6 $240 = 7 x 240 = $1.680

OK? acho que não há mais dúvidas sobre isso.

Outra coisa, eu disse que, além do custo, as armas de fogo são extremamente raras. Obviamente, munição é tão rara ou mais.

Não há impedimento REAL para que os jogadores comecem a partida com armas de fogo, gyrocs ou mesmo escudos e espadas de força, porque existe um tráfico tecnológico entre as companhias espaciais e a população nativa. O que não há é ABUNDÂNCIA de tecnologia.

Existe um terceiro impedimento que é a "acomodação cultural" de ítens como armas de fogo, computadores e cibernéticos. Esses elementos são extremamente alienígenas à cultura de Aylla e, mais especificamente, à da antiga área de Korangar (atualmente chamada de Litoral Norte).

Oquei? Mais dúvidas? André, se quiser/puder revisar o texto original acrescentando essas informações, eu agradeceria. Te pago com uma Pepsi Ligth, ok?

Zander Catta Preta disse...

Crisps,

As minhas aventuras tendem a ser cinemáticas. Coisas como Weapon Master ou Trained by a Master estão liberadas (nas regras novas do GURPS 4th Edition), porém super-poderes ou coisas que fujam do tom de voz da aventura serão devidamente proibidas.

Por isso peço que as pessoas me mandem os personagens com antecedência para que eu os aprove. Tem muita mudança em vantagens e skills que precisam de um "pente fino". Ok?