10 março 2003

Eu queria jogar com o Jet Boy.

Enquanto isso, algum historiador na plat�ia?

Curiosidades da Idade M�dia

Naquele tempo a maioria casava-se no m�s de maio (quase in�cio do ver�o, para eles), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em maio, o cheiro ainda estava mais ou menos. Entretanto, como j� come�avam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o costume de carregar buqu�s de flores junto ao corpo, para disfar�ar. Da� termos em maio o "m�s das noivas" e a origem do buqu� explicadas.

Os banhos eram tomados numa �nica tina, enorme, cheia de �gua quente. O chefe da fam�lia tinha o privil�gio do primeiro banho na �gua limpa. Depois, sem trocar a �gua, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, tamb�m por idade e, por fim, as crian�as. Os beb�s eram os �ltimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a �gua da tina j� estava t�o suja que era poss�vel perder um beb� l� dentro. � por isso que existe a express�o em ingl�s "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "n�o jogue fora o beb� junto com a �gua do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...

Os telhados das casas n�o tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais se aquecerem; c�es, gatos e outros animais de pequeno porte como ratos e besouros. Quando chovia, come�avam as goteiras e os animais pulavam para o ch�o. Assim, a nossa express�o "est� chovendo canivetes" tem o seu equivalente em ingl�s em "it's raining cats and dogs". Para n�o sujar as camas, inventaram uma esp�cie de cobertura, que se transformou no dossel.

Aqueles que tinham dinheiro possu�am pratos de estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada - lembremo-nos que os h�bitos higi�nicos da �poca n�o eram l� grande coisa... Isso acontecia frequentemente com os tomates, que, sendo �cidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou u�sque. Essa combina��o, �s vezes, deixava o indiv�duo "no ch�o" (numa esp�cie de narcolepsia induzida pela bebida alco�lica e pelo �xido de estanho). Algu�m que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era ent�o colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a fam�lia ficava em volta, em vig�lia, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou n�o. Da� surgiu a vig�lia do caix�o.

A Inglaterra � um pa�s pequeno, e nem sempre houve espa�o para enterrar todos os mortos. Ent�o, os caix�es eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao oss�rio, e o t�mulo era utilizado para outro infeliz. �s vezes, ao abrir os caix�es, percebiam que havia arranh�es nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a id�ia de, ao fechar os caix�es, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caix�o e ficava amarrada num sino. Ap�s o enterro, algu�m ficava de plant�o ao lado do t�mulo durante uns dias. Se o indiv�duo acordasse, o movimento do bra�o faria o sino tocar. Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje...

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